Tudo tem um fim

   

    Sempre ouvi dizer que tudo tem um fim e que as vezes ele vem sinalizado, só pra gente se preparar, enterrar os pés na areia como fazemos no mar o avistar uma onda grande, só pra não ser tão impactado com a sua violência, mas as vezes ele é silencioso e calmo... pega a gente no susto.
  Eu via a gente como uma dupla imbatível, do playstation ao almoço nos sábados. Éramos bons juntos, sabíamos ceder - você topava assistir A Pequena Sereia e eu abria mão de você por 1 ou 2 horas para que pudesse jogar seu jogo -, sabíamos ser amigos, sabíamos muita coisa...
    Nos vi fazendo planos sobre o nosso cachorro, que por sinal se chamaria Trotsky ou Zeus - você iria aceitar em algum momento -, nos vi planejar uma viagem pra França ou pra Las Vegas no fim do ano, mas também nos vi trocá-las por um Cruzeiro (gostei daquele que sairia de Miami). Vi a gente acordar cedo pra ir correr no parque e comer um 4.0 no B.K. a noite. Vi a gente viver algo que eu chamaria de O Extremo da Alegria.
    Vi a gente discutir e fazer as pazes antes de cair no sono, ficar sem se falar por uns minutos, mas me vi te amando com a mesma intensidade em cada momento.
    No fim de Novembro conheci a palavra 'DESGASTE' e o impacto que ela tem em uma via. Na nossa vida. Deixamos de nos preocupar um com o outro, com as vontades do outro e pelo visto com os sentimentos também. A nossa história havia chegado ao fim.
    Dezembro já havia passado quando me ofereceram um pedaço de pizza que recusei. Não podia colocar dentro de mim algo que me lembraria alguém que escolheu me esquecer.

Minha Playlist de Sofrência



 O post de hoje é super diferente de tudo que tem aqui no blog.

  Quem me conhece sabe o quanto eu amo música e tenho uma playlist pra cada momento da minha vida e quem me ajudou a organizar as minhas vibes musicais foi o Spotify que é um serviço de música digital que dá acesso a milhões de músicas de forma gratuita, mas também existe a versão premium para os que querem ter um controle maior sobre o que escutam. Não conhecia? Então clique AQUI para conferir o site. Não esquece de se cadastrar lá.

  2016 foi uma ano cheio de novidades em todas as áreas, especialmente  na música (pelo menos pra mim). Conheci vários artistas brasileiros que ganharam meu coração.

  Acho que ninguém aqui gosta de sofrer, mas com as músicas que separei para esse post a gente acaba até gostando da tal da sofrência, não é mesmo? E nem adianta dizer que não porque eu sei que vocês já cantaram pelo menos 2 dessas músicas dançando e rindo. Cá entre nós, são ótimos ritmos pra gente dançar, certo? Até eu que não danço nada tenho vontade de me jogar ouvindo essas músicas.

    Abaixo você vai conferir a minha playlist de sofrência. Acha que está faltando alguma música? Deixa nos comentários que eu adiciono.


                                       

Gostou das músicas? Não esquece de me seguir e seguir a playlist pra sempre ficar por dentro das músicas e playlists novas.

Mande flores para ela




    Seu olhos são castanhos, mas são facilmente confundidos com pretos quando se olha rápido demais. Seu cabelo é mediano, apesar das tentativas de fazê-lo crescer, e as vezes quer ser liso-encaracolado, um dilema sem fim... Seu sorriso, ah, o seu sorriso... ela consegue sorrir com os olhos também, apesar deles  quase se fecharem quando ela levanta os cantos da boca, é impossível não sorrir com ela. Ela também costumava levantar a sobrancelha direita, confesso  que eu não gostava muito daquilo, parecia um misto de desconfiança e desafio. Ela ficava irritantemente linda quando fazia isso.
Eu gostava de vê-la sorrir, apesar de quase nunca fazer algo para que isso acontecesse. Ela parecia ficar presa em um mundo próprio quando sorria. Ela não gostava de manter contato visual com as pessoas, sempre olhava para os lados, para cima, sorria para o chão, como se estivesse envergonhada. Poucas vezes ela deixou que eu olhasse no fundo dos seus olhos e eu finalmente vi sua alma.
    Ela era bem fechada, não andava por aí com um sorriso no rosto, nem abria espaço para as pessoas a sua volta, ela parecia mais confortável consigo mesma (e, aparentemente, comigo). Quem via pensava que ela era uma carrasca, mas nunca vi um coração tão mole em toda a minha vida, nem alguém tão chorona assim... ela se emocionava com facilidade.
    Uma armadura tão grossa guardava uma pessoa cheia de sentimentos, ela amava filhotes (de todos os bichos que existiam no mundo), escrevia como ninguém, adorava assistir A Pequena Seria (com seus quase 19) e amava incontrolavelmente as flores (só dei um buquê a ela 1 única vez).
    Eu via ela curtir fotos de buquês, de flores coloridas, de  rosas vermelhas, rosas azuis. As vezes fazia questão de enviá-las a mim: “Olha como são lindas!”, realmente eram bonitas, mas eu não me importava. Havia vários filmes para ver no cinema, a cerveja dos fins de semana e o racha com os amigos, não dava pra gastar com flores.
Hoje não estamos mais juntos, mas me lembro com clareza do dia que lhe enviei um buquê. Ela mandou mensagens se acreditar, encheu a nossa conversa com corações e frases como “estou tão feliz!”, “você realizou um sonho meu!”, “devo ser a pessoa mais feliz do mundo”. Ela tirou milhares de fotos com aquele buquê. Soube, por sua mãe, que ela se deitou no chão da sala e chorou abraçando as suas flores. Ela ficou feliz por meses, apesar de nunca mais ter ganhado algo do tipo.
    Hoje eu desejo voltar no tempo e encher a frente da casa dela com as flores mais lindas do mundo, abrir mão do futebol, dos filmes, da cerveja e de tudo que considerava mais importante, só pra lhe comprar, nem que fosse, um botão de rosa, só para vê-la sorrir.

Só queria que tivessem me feito enxergar o tamanho da felicidade que as flores traziam a ela. Que tivessem me atentado à todos os detalhes, sonhos e vontades dela enquanto estávamos juntos. Precisava de alguém que me dissesse: “Mande flores para ela!”. Certamente teria visto seu sorriso muitas vezes mais.

O que não nos contaram sobre o amor




   Desde que nascemos ouvimos definições sobre o amor, a forma como como ele aparece, como deve ser sentido, como deve ser aproveitado e exteriorizado. Pelo que parece, existe uma fórmula para o bendito, como as de química e física, sempre com respostas exatas, sem dor, sofrimento e com felizes para sempre.
    Na infância somos apresentados aos príncipes e princesas com seus beijos em sapos e em moças que dormem, no aniquilamento da bruxa do mal, na paixão pela fera, nas tranças gigantes janela abaixo, à mocinha e o ladrão, ao moço da selva e a senhorita da cidade e (todos) viveram felizes para sempre.
    Na adolescência conhecemos os romances mais lindos com cartas e buquês, fotos na paria ao pôr do sol cor-de-rosa-alaranjado e alianças brilhantes gravadas com declarações ou um código que só o casal entenda.
    Mas quando a gente cresce mais um pouquinho descobre que o amor nem sempre caminha de mãos dadas com a felicidade, as vezes ele se senta com as dificuldades, com as decepções, com as lágimas, mas nem por isso deixa de ser amor.
    Não nos contaram que nem todo mundo ama da mesma forma, com a mesma intensidade ou nos mesmos detalhes. Algumas pessoas não sabem lidar com sentimentos, outras sentem, mas preferem não sentir e acabam machucando outras pessoas.
    Não nos contaram que pra ser amor não precisa ser sempre 'sim', sempre sorrisos e 'eu te amo'. Amor também briga, chora, desliga na cara, pede pra riscar o nome da agenda (rs), xinga todos os palavrões que conhece e pode até jogar todos os defeitos do outro na cara (alguns dizem que pode ajudar, né). Infelizmente amor não é sempre dormir de conchinha, beijos calorosos ou mão na coxa enquanto dirige. Não é banho junto, nem planos sobre o casamento. 
    As vezes amor pode ser ir embora (com todas as razões do mundo), pode ser mal educado e grosso. Pode ser nunca mais ligar, não ter mais nas redes sociais ou não mandar mensagem de natal (ou aniversário), ou, até mesmo, pode ser não esperar.
    Amar, pra mim, é não ter respostas do adeus, é não saber o por quê, é estar de coração partido e mesmo assim incluir nas orações, nos pensamentos positivos ou no que acredite.

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