Tudo tem um fim

   

    Sempre ouvi dizer que tudo tem um fim e que as vezes ele vem sinalizado, só pra gente se preparar, enterrar os pés na areia como fazemos no mar o avistar uma onda grande, só pra não ser tão impactado com a sua violência, mas as vezes ele é silencioso e calmo... pega a gente no susto.
  Eu via a gente como uma dupla imbatível, do playstation ao almoço nos sábados. Éramos bons juntos, sabíamos ceder - você topava assistir A Pequena Sereia e eu abria mão de você por 1 ou 2 horas para que pudesse jogar seu jogo -, sabíamos ser amigos, sabíamos muita coisa...
    Nos vi fazendo planos sobre o nosso cachorro, que por sinal se chamaria Trotsky ou Zeus - você iria aceitar em algum momento -, nos vi planejar uma viagem pra França ou pra Las Vegas no fim do ano, mas também nos vi trocá-las por um Cruzeiro (gostei daquele que sairia de Miami). Vi a gente acordar cedo pra ir correr no parque e comer um 4.0 no B.K. a noite. Vi a gente viver algo que eu chamaria de O Extremo da Alegria.
    Vi a gente discutir e fazer as pazes antes de cair no sono, ficar sem se falar por uns minutos, mas me vi te amando com a mesma intensidade em cada momento.
    No fim de Novembro conheci a palavra 'DESGASTE' e o impacto que ela tem em uma via. Na nossa vida. Deixamos de nos preocupar um com o outro, com as vontades do outro e pelo visto com os sentimentos também. A nossa história havia chegado ao fim.
    Dezembro já havia passado quando me ofereceram um pedaço de pizza que recusei. Não podia colocar dentro de mim algo que me lembraria alguém que escolheu me esquecer.

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